• As reflexões neste Blog se justificam por princípios bíblicos e são direcionadas para uma leitura cotidiana.
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  • Somente a Palavra de Deus, em sua autoridade e suficiência, pode guiar todo homem no caminho do verdade.

Eu sei!


“Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra” - 19:25


Em tempos de adversidades dúvidas quase sempre expressam o anseio pelas razões que nos levaram a experimentar a tristeza ou o desespero. No caso de Jó, a dúvida não foi uma imersão profunda às angústias em busca de respostas, mas o caminho para subir e sair daquele estado. Não pôde evitar que o sofrimento lhe alcançasse, mas não permitiu ser escravizado pela dor, ao confessar sua fé e declarar sua esperança no Senhor. Ali, embora a escuridão tenha tomado suas circunstâncias não dominou sua alma, a noite se tornou passageira e a certeza da sua redenção em uma forte resistência contra a perda de pessoas amadas, enfermidades e falsas acusações.

Jó surgiu das profundezas do desespero e subitamente expressou grande esperança no seu Redentor. Ao invés de alimentar a amargura ou profanar o nome do Senhor, preferiu nutrir a esperança que de alguma forma, o Senhor converteria seu choro em riso, e estaria livre, para sempre, das suas mazelas.

Jó exclama saber, com uma incrível explosão de confiança, que seu Redentor vive e que o verá com seus próprios olhos! Que esperança maravilhosa! Jó expressou nesse verso uma fé como Paulo descreveu em 2 Coríntios 4:18, uma fé fixa não “nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (cf. Hb 11:1 e 3).

Jó afirmou claramente Eu sei! Se, como muitos de nós, em tempos de grandes dificuldades, usasse as condicionais “se” ou “talvez”, apenas preservaria as dúvidas e não haveria esperança. Mas, para alcançar a essência do consolo, disse: “Eu sei”. Ele teve certeza no advento do seu Redentor, por isso sua esperança não foi uma presunção positivista, não a construiu sem fundamento, mas nas evidências da sua fé naquilo que os olhos inclinados para a vida terrena não podem contemplar, por isso foi encontrado pela paz e satisfação quando nem mesmo pessoas a sua volta puderam entender. Jó se apropriou de uma fé verdadeira, sólida e suficientemente racional no Redentor vivo que lhe proporcionou uma alegria indescritível!

Saibamos que Jesus Cristo está vivo e logo retornará, nesse dia nossos corpos corrompidos pelo pecado serão restaurados e nunca mais experimentarão o sofrimento, teremos pleno gozo e harmonia com nosso Criador, a vida vencerá a morte e nossos inimigos envergonhados para sempre!

Portanto, perseveremos na batalha pela fé, certos que o nosso Redentor vive!!!

Com amor,

Ericson Martins
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Ser ou não ser? Eis a questão!


Sobre a plataforma do relativismo moderno fica evidente a perda da identidade e a procura do significado, dentro de nós, sobre o que e quem somos. O que se encontra? Bem, isso dependerá do queremos achar, já que "ser", nesse caso, é apenas uma questão de perspectiva. No fundo tudo parece sombrio à alma, enquanto nossas angústias existenciais cedem à proposta de sermos o que não somos, apenas para provarmos que o que sempre foi está errado. No final desse esforço, nada faz qualquer sentido!

Contrariando princípios universais, porque não dizer da verdade, só criamos visão distorcida daquilo que enxergamos no espelho, tendo que camuflar a infelicidade pessoal pelos apetrechos da estética, bens materiais, manipulação hormonal, grupos sociais, rotinas viciadas e até mesmo com a popularidade em redes sociais, já que dá mais “ibope” o teatro de ser o que não é e de ensinar que não acredita e pratica.

A Bíblia diz que fomos criados para sermos imagem de Deus entre toda a Criação (Gn 1:27-28), portanto, a qualidade de quem somos dependerá da nossa identificação com Ele, nada e com ninguém mais! Se Ele não for nosso guia nessa busca, muitas vezes sigilosa e discreta, certamente amigos ou pessoas populares, limitados, imperfeitos, passageiros e completamente corrompidos pelo pecado, pegarão em nossa mão e continuarão nos conduzindo pelo vale árido de frustrações e incertezas pessoais.

Deus enviou Seu único Filho, Jesus Cristo, para nos reconciliar consigo e, assim, resgatar nossa verdadeira identidade e satisfação na vida (Rm 13:14; Ef 4:24; Cl 3:10), perdidas pela nossa própria perda de foco nAquele que nos criou. Cabe-nos confiar nEle, a fim de sermos restaurados, nos despojando de reconhecimentos vãos, respostas que criam dúvidas e interesses alheios à verdade de Deus.


Ser ou não ser, não se trata apenas de uma questão filosófica, mas de uma questão de fé e obediência Àquele que nos criou, então, nossa felicidade será completa.

Ericson Martins

Coragem, pois, e sê homem!


[parte do estudo para grupo de discipulado de casais]

"Aproximando-se os dias da morte de Davi, deu ele ordens a Salomão, seu filho, dizendo: Eu vou pelo caminho de todos os mortais. Coragem, pois, e sê homem! Guarda os preceitos do Senhor, teu Deus, para andares nos seus caminhos, para guardares os seus estatutos, e os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus testemunhos, como está escrito na Lei de Moisés, para que prosperes em tudo quanto fizeres e por onde quer que fores; para que o Senhor confirme a palavra que falou de mim, dizendo: Se teus filhos guardarem o seu caminho, para andarem perante a minha face fielmente, de todo o seu coração e de toda a sua alma, e nunca te faltará sucessor ao trono de Israel" - 1 Reis 2:2

Esse tempo de relativismo filosófico criou uma cultura propícia para que cada indivíduo explore sua individualidade, liberdade para interpretar o mundo em sua volta e viver de acordo com seus próprios critérios. Nela, princípios universais e padrões normativos para uma sociedade organizada, se tornam cada vez mais enfraquecidos. Justamente por essa razão, a definição de quem somos se distancia de valores que sempre ofereceram segurança e direção ao homem. 

As atuais referências, egoístas e relativas, contra tradições e conservadorismo religioso, criam alternativas de reinterpretação a respeito de si mesmo, pelas quais a identidade de gênero pode ser alternada; a violência sexual cresce; as relações conjugais são perturbadas pela injustiça e divórcios, quando as responsabilidades pessoais se tornam confusas e até abandonadas. 

Num ambiente como esse afirmar a verdade bíblica, muitas vezes, é visto como uma afirmação arrogante, discriminatória e de invasão à privacidade alheia. Entretanto, para a Igreja, existe um fundamento bíblico, e ele tem autoridade final para normatizar, tanto as crenças quanto a conduta de cada cristão verdadeiro. A Palavra de Deus, portanto, é a resposta que tanto necessita para restaurar seus conceitos e família, já prejudicadas pela influência do pecado que se encontra e o pressiona, inclusive, pela sociedade e meios de comunicação. 

Ericson Martins

Como a ressurreição de Cristo nos afeta


"sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele. Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus. Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus" - Romanos 6:9-11

Em Romanos 5 Paulo explorou o tema do pecado (origem e resultados), demonstrando uma aparente injustiça e conflito óbvio, ninguém aceitaria sofrer a pena do pecado de outros, mas Deus prova Seu amor "pelo fato de Cristo ter morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rm 5:6-8). Esse foi o único meio pelo qual fomos perdoados e reconciliados a Deus (Rm 5:12-21). 

Conhecendo as consequências devastadoras do pecado e o triunfo da graça de Deus sobre elas, poderíamos pensar que não temos mais problema com o pecado. Mas temos, não porque o sacrifício de Cristo foi ineficaz, pelo contrário, ele é a garantia de que Deus completará a boa obra iniciada em nós, até o seu término, ainda sofremos a influência do pecado em nossa natureza rebelde, arrogante, intolerante e ingrata. Por ela, aceitamos ser atraídos pela [falsa] justiça que excede aquela que Deus exerceu em Cristo a nosso favor (1 Co 5:6-7)!

Aprendemos que a vida venceu a morte, que a graça venceu o pecado (Rm 5:20-21), mas nossa natureza pecaminosa e o desejo que deriva dela podem nos levar a racionalizar, atenuar ou mesmo justificar comportamentos reprováveis. Contra esse problema real Paulo diz: "Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, a nós os que para ele morremos?" (Rm 6:1-2). Ele destaca uma diferença fundamental que há entre a vida e a morte. Quando algo está vivo, tem o poder e a capacidade de agir e interagir, mas morto, não! Ele usa essa ilustração para explicar o significado e as implicações cristãs que recebemos no batismo com Cristo (Rm 6:3), o qual figura a morte para o pecado. Nele, nosso corpo que costumava ser dedicado ao pecado morre, ou seja, é separado dos interesses e prazeres pecaminosos para "andar em novidade de vida", justamente porque Cristo ressuscitou de dentre os mortos (Rm 6:4), assim como os que nEle creem.

O verdadeiro crente não insiste na prática do pecado, pois para ele está morto (Rm 6:11). Sua justificação agora opera em santidade (Rm 6:19). Ele não zomba da graça ou abusa da paciência de Deus, achando que tal insistência ficará impune, pois aprendeu a odiar o pecado e sabe que está sujeito à disciplina para correção (Hb 12:4-11).

Quando Cristo morreu, venceu o poder tentador do pecado. Ao ressuscitar, venceu o poder da morte e recebeu uma condição totalmente nova, uma humanidade plena de perfeição e glória. Ele é o primogênito dessa nova vida, a qual nos foi garantida e prometida, por isso devemos deixar para trás cargas herdadas de uma vida pecaminosa e sob culpas, para a liberdade e paz que advêm da fé na Sua ressurreição (Ef 2:5-6; Cl 3:1).

É evidente que a ressurreição de Cristo afeta diretamente aqueles que creem, pois esses são ressuscitados da morte espiritual, pelo batismo, a fim andarem justa e piedosamente, vida santa e santificante, resistindo ao assédio do pecado do coração e no mundo!

Ericson Martins

Sou eu!!!


“Então, lhes disse Jesus: Já vos declarei que sou eu; se é a mim, pois, que buscais, deixai ir estes” - João 18:8

No primeiro verso (Jo 18:1) lemos que Jesus atravessou o ribeiro de Cedrom, onde eram dispensados objetos impuros, como ídolos (2 Rs 23:4-6), e chegou a um local específico, no monte das Oliveiras, que os Seus discípulos conheciam muito bem (Lc 22:39), inclusive Judas (Jo 18:2).

Jesus sabia disso e resolutamente facilitou Sua prisão, e esse plano deu certo! Pois, em seguida, os soldados romanos, percorrendo o mesmo caminho, foram diretamente para lá, guiados por Judas (Jo 18:3), a fim de prendê-Lo. Nessa ocasião humilhante, hostil e tensa (tais soldados eram temidos por seu prazer na crueldade), percebemos detalhes que enriquecem nossas percepções quanto ao sentimento e ação do nosso Redentor. 

Antes de ser interpelado, Jesus adiantou e lhes perguntou quem procuravam, ao que responderam: “A Jesus, o Nazareno”. Então, corajosamente, Ele afirmou duas vezes: “sou eu” (Jo 18:5 e 8). 

Ele não fugiu para os arbustos, pelo contrário, lá estava e lá permaneceu, solitário, de pé, frente a frente com eles, proclamando “sou eu”. Ele conhecia a vontade de Deus e estava determinado a cumpri-la!

Quando os soldados investiram contra os discípulos (exceto Judas), Ele apelou: “se é a mim, pois, que buscais, deixai ir estes” (Jo 18:8). Em oração, pouco antes disso acontecer, Jesus disse: “Quando eu estava com eles, guardava-os no teu nome, que me deste, e protegi-os,…” (Jo 17:12).

Ali, no meio da provação, Jesus protegeu Suas “ovelhas” e ousou confrontar os opositores. Seu amor por elas foi mais forte! Sua proposta, antes da cruz, estava clara: Sua morte pela libertação delas. A favor disso, Ele estava disposto a sofrer nas mãos dos inimigos!

Jesus, como ovelha, foi conduzido ao matadouro sem abrir a boca (At 8:32 cf. Is 53:7), mas para proteger Seu rebanho, rugiu como um leão indomável (Ap 5:5)!

O Bom Pastor, Jesus Cristo, deu a Sua vida por nós (Jo 10:11), pecadores, para que fôssemos salvos da ignorância espiritual sobre essa verdade libertadora. Não hesitou momento algum, pelo contrário, foi e é fiel Redentor. Seus cuidados por Seu povo são sempre presentes, precisos e intocáveis. Por isso, não precisamos temer!

Se nos arrependermos dos nossos pecados e confiarmos nEle, seremos salvos, para sempre!

Ericson Martins

Fé e obras


"Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta" (Tg 2:26)

Uma das maiores tragédias da Igreja sempre foi resultado de pessoas que professam Cristo como seu Salvador, mas não vivem de acordo com Seus ensinos. O professam e são batizadas, confirmadas e recebidas como membros da Igreja, mas insistem num estilo de vida semelhante aos que não temem a Deus. Não vivem vidas puras e justas. Têm uma fé genuína? Esta é a discussão nesta passagem (v. 26).

Ela está relacionada com o exemplo de Raabe (v. 25), a prostituta que creu na promessa de Deus e acolheu os espias enviados por Josué à Jericó e os livrou dos seus inimigos (Js 2). Mas por que mencionar Raabe e não terminar o assunto com Abraão (v. 21-24), quando ele foi claramente demonstrado no exemplo de Abraão: uma fé viva prova-se nas obras. Porque ela era uma prostituta, considerada a mais baixa categoria da sociedade. O "ponto" é que até mesmo as mais "pequenas" e desprezadas pessoas que afirmam acreditar em Deus devem demonstrar sua fé em Cristo através das boas obras (obediência). De um extremo ao outro não há distinção, não importa se é hebreu (Abraão) ou gentia (Raabe), todos os que creem têm o mesmo dever viver em conformidade com a Palavra de Deus.

A razão desse argumento é ilustrada pela relação entre o corpo e o espírito. Sem o espírito, ou a "respiração" (gr. pneumatos), o corpo morre, ou seja, sem o exercício das obras, a fé é considerada morta, estéril, inútil. A verdadeira exige ações que a expõe incontestavelmente, contribui continuamente para o crescimento pessoal e, especialmente, daqueles que são membros da família de Deus.

Ela não se baseia apenas na confiança na Palavra de Deus, no meio de provações e tentações (capítulo 1), mas, também, no serviço aos seus irmãos e irmãs em Cristo (capítulo 2).

Ericson Martins

Oração na solidão


“Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres” - Mateus 26:39

Há momentos que precisamos estar a sós na presença de Deus, orando, prostrados, revelando estritamente para Ele segredos do coração. Como Pai, Seus ouvidos estão cuidadosamente atentos às profundas aflições da alma, essa humanidade frágil, vulnerável e atormentada pelas incertezas de um futuro iminente. 

Esses momentos de resignação nos revela e reafirma o quão dependentes somos dAquele que sabe todas as coisas, então, oramos, mesmo rodeados pela solidão, fervorosamente e importunamente, entregues completamente aos planos que vão além da compreensão imediata, fixados por propósitos bem mais seguros que os nossos. 

Ali, somos envolvidos pelo consolo e fortalecidos para enfrentar a dor, fitos na ardente alegria que nos foi proposta depois dela!

Ericson Martins

Tema a Deus e guarde seus mandamentos


“De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” - Eclesiastes 12:13-14 

Essas foram as últimas palavras de Salomão no Livro de Eclesiastes.

A tradução mais literal do verso 13 diz: “Teme a Deus e guarda seus mandamentos; porque é o todo do homem.... Salomão afirmou que o temor do Senhor e a obediência tornam as pessoas existencialmente completas, preenchem seus vazios e produzem satisfação e significado para a vida. Como alguém pode recusar a garantia de tão grandes benefícios?!

No princípio o homem via e se relacionava com Deus plenamente, tinha paz e refletia Sua glória, mas ao deixar de temer e obedecê-Lo, perdeu esse privilégio que o fazia satisfeito e completo na vida.

Depois que o pecado corrompeu a condição humana, sobre todas as experiências que o homem vive e busca nesta vida, Salomão declara que a mais importante e urgente é temer a Deus e obedecê-Lo, além desta, tudo é vaidade, desperdício de tempo, esforço sem resultados, esperança inconstante, distrações provisórias de angústias e inseguranças diante da iminente vida após a morte!

A palavra “dever”, adicionada em algumas traduções, expressa a ideia de que toda a responsabilidade e propósito do homem diante de Deus é temê-Lo e andar em conformidade com a Sua vontade. Salomão apresenta uma razão muito clara, o juízo Divino (v. 14). Esse último pensamento adverte seus leitores quanto a certeza do dia em que Deus julgará a todos, dia esse que se aproxima e estaremos diante do Supremo Juiz, com todos os resultados produzidos na história da nossa vida, quando tínhamos a instrução dos Seus “mandamentos”. Nesse dia cada ação será julgada, inclusive as que são mantidas em segredo. Será impossível esconder algo do Seu juízo.

Ericson Martins

A Forma da Água


'A Forma da Água' e a subversão do criacionismo bíblico, na ótica de Guillermo Del Toro: homem semelhante ao animal, a união sexual entre os dois (bestialidade) e a divinização da criatura (com poderes até para ressuscitar). Nada poderia representar tão bem a profundidade do paganismo, o qual detém, cada vez mais, a verdade pela mentira, na arte, entretenimento, moral e espiritualidade, para seduzir e cativar os que se encontram distraídos do testemunho ou resistentes às Escrituras, as quais são fiéis e dignas de toda aceitação (1 Timóteo 1:15)

Ericson Martins 

Progresso Para o Alvo


O apóstolo Paulo destinou a Epístola aos Filipenses quando esteve preso em Roma, com idade avançada e profundamente marcado pelas duras jornadas missionárias (2 Co 11). Quanto tudo parecia ser o fim, falou em progresso e desejou permanecer vivo pelo máximo tempo possível, para continuar investindo na edificação dos filipenses (Fl 1:25).

Seu testemunho nos encoraja a cooperar com o avanço do Evangelho no mundo, até às últimas consequências e instâncias, contemplando "o prêmio da soberana vocação em Cristo Jesus", pois não se entregava às dores, ameaças, cadeias e acomodação por um passado exitoso!



Com amor,

Ericson Martins

Oração intercessória de Cristo

Próximo do momento de ser submetido ao sofrimento que a cruz lhe reservava, Jesus orou para que a glória do Pai fosse revelada na consumação da obra expiatória, bem como pela preservação dos seus discípulos, inclusive a favor daqueles que haveriam de crer, por intermédio do testemunho confirmado pelo Espírito Santo.

A experiência de oração na história do Filho de Deus nos instrui que a oração deve ser uma disciplina indispensável na vida cristã, considerando a necessidade de maior comunhão com Deus, os demais crentes em Cristo e aqueles que, embora ainda não crendo, haverão de crer e serão salvos pela graça.



Bom futuro


“Não tenha o teu coração inveja dos pecadores; antes, no temor do Senhor perseverarás todo dia. Porque deveras haverá bom futuro; não será frustrada a tua esperança” (Pv 23:17-18)

Diante da Igreja, homens em geral, sem o devido temor do Senhor, frequentemente planejam e persistem na busca pela satisfação e felicidade pessoais, cada um à sua maneira, e mesmo por caminhos duvidosos e reprováveis, muitos acabam ostentando sucessos. Enquanto o povo de Deus, sob aparente desvantagem, por causa de restrições na consciência pela Palavra, às vezes, se vê pressionado a invejar os pecadores, a percorrer o mesmo caminho deles. Infelizmente muitos cristãos têm cedido à essas provocações e assumido concorrer com os pecadores, como se ambos estivessem caminhando para o mesmo destino. Deus, entretanto, instrui o Seu povo, sob quaisquer tentações, a não os invejar (Sl 73), pois nada além de desapontamento aguarda os filhos deste mundo em ruínas espirituais, enquanto para os que o temem, a esperança na felicidade eterna jamais será frustrada.

A vida terrena, como se encontra, é temporal, passageira. Por falta desse convencimento os pecadores disputam vantagens entre os distraídos e bens materiais que perderão seu valor e sentido na eternidade. Os que confiam na Palavra de Deus não podem desperdiçar seu tempo, centralizando suas vidas nessas coisas, como se a sua esperança se limitasse apenas a esta vida. Devem, sobretudo, perseverar na esperança da volta de Cristo como motivo da sua fidelidade a Deus, prosperando ou não em seus planos terrenos.

A palavra esperança significa simplesmente “esperar com expectativa”. Ela é a virtude que capacita o cristão atravessar o caminho das seduções, adversidades e até oposições, certo no cumprimento da promessa (Rm 4:18-21), mediante a influência do Espírito Santo (Rm 5:1-5, 15:3). Ora, esperança consiste de confiança em Deus, acima de tudo o que somos capazes de conhecer, realizar e controlar a favor da nossa segurança. Sem ela a visão do homem é limitada por aquilo que é temporal e, por isso, desesperadora (1 Co 15:19). 

Se porventura nos encontrarmos em algum momento em que tudo parecer não estar “valendo a pena”, nos lembremos que a promessa Divina quanto ao “bom futuro” é infalível e não esmoreçamos no caminho do temor do Senhor, mas resistamos às tentações, mantendo firme nossa confissão e testemunho. 

Não sabemos o que haveremos de enfrentar a cada ano. Poderemos viver as melhores alegrias da nossa história, mas também as maiores tristezas. Não temos como prever nenhuma delas, mas nos preparar para todas, reafirmando nossa inteira confiança em Deus no percurso de cada dia. Essa é uma perspectiva importante de se ter em mente frente a prosperidade dos que enganam e praticam maldades. Deixe-os apreciar seu breve momento ao Sol. Coloquemos nossa esperança no Senhor e continuemos avançando, pois, nossa esperança não será frustrada.

Que nossos corações não invejem os pecadores, mas no temor do Senhor, desejem zelo pela verdadeira religião, cuja vida cristã seja frutífera de boas obras, como expressão sincera da nossa fé!

Com amor,

Ericson Martins

Breve reflexão sobre o Natal


Em Isaías 63:9 lemos:

“Em toda a angústia deles, foi ele angustiado, e o Anjo da sua presença os salvou; pelo seu amor e pela sua compaixão, ele os remiu, os tomou e os conduziu todos os dias da antiguidade”

Deus formou para si um povo exclusivo, desde a antiga aliança. Este, mesmo eleito graciosamente, sempre esteve sujeito a aflições neste mundo, mas o Anjo do Senhor (Cristo, Nm 20:16) o remiu de sofrimentos eternos, por amor e compaixão.

O Senhor enviou seu Filho com essa missão e por ele recebemos tão grande salvação. Agora, nada e ninguém poderá nos separar do seu amor. Sendo ele digno da mais sincera adoração, lembremos que ela é o que realmente significa e importa ao povo de Deus, hoje e sempre!

Nesse sentido lhes desejo feliz Natal!

Com amor,

Ericson Martins

Ações de Graças


"Vinde, cantemos ao Senhor, com júbilo, celebremos o Rochedo da nossa salvação. Saiamos ao seu encontro, com ações de graças, vitoriemo-lo com salmos. Porque o Senhor é o Deus supremo e o grande Rei acima de todos os deuses" (Sl 95:2-3)

O Salmo 95 testemunha quem é Deus e apresenta pelo menos duas razões para adorá-Lo: ele é superior aos deuses dos homens, criou e governa o mundo (v. 3-5); elegeu e redimiu um povo para estar em Sua presença, com ações de graças (v. 1-2, 6-11).

Especialmente no Canadá e EUA se comemora hoje, quarta quinta-feira de novembro, o Thanksgiving (Ações de Graças). O principal objetivo dessa data é refletir nas dádivas de Deus, oferecidas durante o ano, e agradecer-Lo. Apesar da motivação da sua origem ter sido parcialmente perdida, o significado continua o mesmo.

A gratidão a Deus é um dos mais fundamentais valores na vida cristã, principalmente refletida pela salvação que Ele ofereceu a pessoas eternamente condenadas por seus pecados.

Mas, também, porque a gratidão nos livra da idolatria, da infelicidade e ansiedade. A ingratidão tem forte influência sobre essas experiências, visto que nos faz perder a noção daquilo que Deus tem nos dado para aquilo que não temos e, talvez, nunca teremos. A gratidão nos posiciona corretamente diante de Deus, em face de quem Ele é e já fez por nós.

É evidente a admoestação e convite do salmista: "Vinde, cantemos ao Senhor", porque não há ninguém mais digno da nossa sincera gratidão!!!

Com amor,

Ericson Martins

Miguel e o fascínio da cosmovisão não-cristã


Compartilho aqui um diálogo, por e-mail, com um jovem universitário fascinado pela recente descoberta da cosmovisão não-cristã. Ele é desafiado a pensar mais profundamente sobre sua recusa de aceitar o testemunho bíblico como norma de fé e prática. Fiz uso de uma técnica de discurso na qual o sujeito projeta o leitor e discute com ele. Portanto, os personagens Miguel e Heitor são fictícios, embora o enredo coincida com a realidade.

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Em 15 de nov de 2017, à(s) 13:37, Miguel Imaginário escreveu:

Olá Ericson! Consegui seu e-mail com o Heitor. Não sei se ficou sabendo, mas consegui entrar na Faculdade, você acredita? hehehe. Depois de tantas reprovações no ENEN consegui entrar no curso de Filosofia, na UFW. Cara estou fascinado, pois estou compreendendo a vida de maneira bem mais ampla que a Igreja me ensinou. Tenho descoberto que estava “preso” a uma maneira muito “fechada” de ver as coisas, porque não existe uma verdade absoluta. Sinto que estou sobrevoando por escolher viver como acho melhor. 

Olha, qualquer dia desses vamos nos encontrar, tenho muito mais para compartilhar contigo. 

Até mais meu amigo!

Miguel Imaginário
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De: Ericson Martins
Enviado: quinta-feira, 16 de novembro de 2017 21:01
Para: miguelimaginario@gmail.com
Assunto: Re: Não existe verdade absoluta

Grande Miguel, quanto tempo?! Até que enfim podemos dizer que é um universitário, kkkk. Parabéns por essa oportunidade de graduação. 

Vamos nos encontrar mesmo, tomarmos um lanche e conversarmos. Gostaria de ouvir mais sobre essas mudanças. Por enquanto, permita-me interagir com os assuntos que mencionou.

Você diz que na Igreja estava limitado a uma visão fechada de ver as coisas. Bem, acredito que se referiu a interpretação bíblica sobre o mundo e a experiência humana nele. Concordo que existem muitas maneiras de interpretá-lo, mas diante de tantas opções, temos a necessidade de escolha e esta é sempre orientada por critérios que a antecede. Por isso, somos igualmente dependentes de uma verdade absoluta, como a premissa de um silogismo. Pense comigo, quando diz que não existe verdade absoluta está confirmando sua existência, sem a qual tal declaração seria uma contradição. O fato é que nem sempre reconhecemos esses critérios que obedecemos. Não podemos negar que exista uma verdade absoluta, normativa e irrefutável. A questão central é sua fonte.

Quando compara o que aprendeu entre a Igreja e a Faculdade valoriza a contradição, sem a qual qualquer afirmação se torna inconsistente, visto que uma proposição não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo. Mas para contradizer, antes, tem que assumir uma razão inerrante que julga as partes; portanto, carecemos de critérios mais consistentes que simplesmente resultados da comparação. Penso que a verdade absoluta não é inerente ao homem, mas que sua origem é externa, porque não somos isentos de erro. É por isso que os cristãos se apegam à Bíblia, àquilo que dela se pode aprender e não a si mesmos, sendo falhos, como autoridade para afirmar a realidade do mundo e situarem-se nela.

Por esse motivo temos a necessidade de coerência entre o que percebemos e a lógica. Por exemplo, quem diz que a dor é uma ilusão, satisfaz a lógica budista, mas é irrelevante para nossa experiência no mundo e conosco mesmos. Por isso, a verdade não é abstrata ou uma mera reflexão, pelo contrário, é objetiva e afeta o raciocínio, consciência moral e a relação com o mundo, compreende o todo e não pode ser conclusão determinada por um particular interesse ou desafeto religioso. 

A comparação do ensino bíblico com as fórmulas filosóficas, em alguns aspectos resultam conflitos com a fé. Porque ele vai além delas e, portanto, elas não podem se elevar a ponto de comprovar sua falsidade. Mesmo que o ensino bíblico não seja aceito como verdadeiro pela lógica matemática - a ressurreição de Jesus, por exemplo - a diferença está no fato dos cristãos o admitir com sinceros esforços a história como tal, isso só é possível pela confiança. Para eles, a fonte dessa certeza não se encontra neles, como já disse, mas no testemunho da Bíblia, que é seu elemento externo e firme fundamento. 

Por essa razão, a “visão de mundo” do Cristianismo é definida por ela e se distingue por propósitos claramente práticos. Suas definições sobre o ser humano e o mundo são tão fortes e experimentáveis que é inevitável negá-las.

Quero te convidar a repensar a escolha de recusar o ensino bíblico, como meio de compreensão de si e do mundo, pelos tão recentes que tem explorado no curso de Filosofia, pois no fim, será forçado a tomar emprestado conceitos contra os quais reluta para continuar nessa insistência. 

Pense nisso e depois conversaremos mais sobre o assunto pessoalmente.

Um forte abraço meu amigo!

Ericson

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Com amor,

Ericson Martins

Orando como Neemias


Todo relacionamento é criado e mantido pela comunicação pessoal. Sendo assim, quando negligenciada ele se enfraquece, quando valorizada produz ambiente de intimidade, confiança e alegria. É claro que onde não há comunicação direta, pessoal e constante, não pode haver relacionamento verdadeiro. Portanto, a oração é uma das mais genuínas experiências na vida de um cristão, pois, é por ela que ele fala com Deus, expondo sua adoração, necessidades pessoais e intercede pela calamidade do seu povo, assim como Neemias nos ensina em Neemias 1:1-11. 

Assista esta mensagem (45 minutos): "Orando Como Neemias":


Que essa seja útil para estimular uma vida de oração saudável na presença de Deus!!!

Com amor,

Ericson Martins

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